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Inês3D

Inês3D nasce da necessidade de escrever, de partilhar momentos, emoções, dicas, pensamentos... acerca de mim, da minha família e daquilo que considero relevante os outros saberem. Sem nunca ser demais, sem ser de menos...

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06
Out16

Marraquexe, dia 2 nesta cidade mágica

O dia começou cedo, não fosse o sol nascer às 07:29, e já bem quentinho. Descemos para tomar o pequeno almoço. Pedi uma omelete de fiambre, queijo e cogumelos acompanhei com fruta local e tâmaras (que perdição).

A piscina no terraço foi o nosso destino para passar a manhã, não esquecer que estas mini férias também servem de pausa para relaxar. E aproveitámos muito bem!!! #JustUs.

Para o almoço saímos do hotel, rumo ao souk à procura do “Terrace des épices” recomendado pela agência mas não descobrimos. É muito difícil a circulação no souk. Além das ruas, vielas serem estreitas e todas iguais também circulam nestes labirintos: motas, bicicletas, burros com carroças, muitos turistas, os locais e os vendedores. Nem com um mapa na mão é fácil a descoberta e quando se avistam os sítios é por mero acaso. Ajudam-nos os guias-locais, rapazes novos que percebem que andamos perdidos e levam-nos até o destino a troca de uns dirhams. Hoje houve compras e apetece comprar tudo. Já vi clutchs de pele muito giras e originais, botas de pele com aplicações (500 dirhams), sapatos de homem, babouches de inverno de lã e em couro, bijuteria e jóias de prata, puffs de pele (o amarelo ficava tão bem na minha sala), kaftans muito originais em lojas trendy (1400 dirhams em média cada), chapéus e cestas de verga, etc. Tudo salta à vista no souk. As cores, os conjuntos, os brilhos, o ser diferente, o ser igual, os padrões, os cheiros, as vozes dos vendedores a chamarem… É o maior centro comercial em que alguma vez eu estive. É um desafio ficar com a carteira fechada e não cair à tentação. Os comerciantes são muito insistentes e chamam-nos assim que percebem que os nossos olhos se cruzam nos produtos que eles têm na sua banca. A partir do momento que olhamos, chamam, gritam e vêm atrás de nós… Há que ter paciência para dizer merci, ou então se houver interesse, parar, falar, dizer o que se procura e perguntar pelo preço. Preço dito chegou a hora de regatear. Preparem-se para baixar o preço ou se aceitarem o preço basta dizer que ok, e faz-se o negócio.

No meio do souk e da nossa “viagem” não encontrámos o restaurante sugerido mas encontrámos outro chamado de “La Bouganvillier”, um café restaurante muito simpático, com um pátio marroquino e cheio de turistas sedentos de wi-fi (aqui a internet é muito lenta e os acessos grátis um chamariz a qualquer adito). Pedi uma sopa de laranja, que vos posso dizer que além do aspeto ser fora de série, o sabor é dos mais originais que provei. Pedimos uma espetada de carne e uns couscus. Este sítio recomendado pelo Trip Advisor, valeu pelo serviço, pela sopa de laranja e pela espetada. Seguimos pelo souk até à Madraça Ben Youssef - antiga escola onde já albergou mais de 900 alunos, que moravam nas instalações em celas que se podem agora visitar. O estuque esculpido e a madeira de cedro trabalhada dão-lhe um ar cerimonioso, tanto no andar de baixo como no de cima é possível encontrar antigos dormitórios pertencentes a estudantes que vinham de vários pontos do mundo árabe para aqui estudarem.Vale a pena pela arquitetura, pelos mosaicos e pelas cores e por se poder visitar todos os cantos e recantos. Continuámos pelo souk, que está dividido pelos diferentes tipos de produto que se comercializa e zonas - têxtil, ferro, curtume, tapeçaria, alimentos, sapatos, etc. Em cada um, trabalha-se a matéria prima, desenvolvem-se as peças e colocam-se à venda. Indescritível as ruelas que atravessámos, as dezenas de gatos com que nos cruzámos, e a quantidade de vezes que nos chamam para ver, entrar, e claro comprar. Segue-se uma pausa, pois fazem 34º e está muito calor. Chegámos ao “Café des Épices” - muito cool, trendy, gente gira, 3 pisos e no superior um terraço com uma vista deslumbrante - Vale a pena!!! Bebemos café e chá e seguimos viagem.

Próximo Destino foi o hotel para ir dar um mergulho à piscina, mas o tempo não ajudou e começou a ficar nublado e até chover foi pouco tempo.

Para jantar escolhemos o “Nomad”, sugestão da Joana e do Paulo que tinham cá estado há pouco tempo. Uma vez mais entre ruelas no souk, de mapa na mão e ar perdido, recebemos ajuda gratuita de um local, que nos perguntou a sorrir “Droite ou Gaúche?”… ele explicou-nos e lá conseguimos chegar ao “Nomad". O terraço estava fechado devido à chuva, mas subimos até ao primeiro andar e ficámos de boca aberta com o ambiente, com os empregados e com quem lá estava. Restaurante muito cool, muito cozy, super bem decorado, muito orgânico, e com gente gira. Sentámos e pedimos: duas entradas, uma fria - salada de couve flor, romã e espinafres e uma entrada quente - pastilla (prato local) de vegetais e queijo de cabra, e como prato calamares de Saidia. A comida não demorou muito a ser servida, aliás o serviço é absolutamente fantástico. A gastronomia marroquina é muito saborosa, exótica e aromática. Com uso de especiarias, vegetais e em que o vapor é muito utilizado faz com que seja uma das minhas preferidas. Este local também o recomendo, pela sua elegância, comida e o serviço é formidável. Um senão, não servem álcool. Em alguns restaurantes não existe permissão para servir álcool.

Regressámos ao hotel sem antes cruzar a praça Jemma el-Fnaa e onde os concertos aconteciam, os acrobatas faziam espectáculos para os espectadores e o movimento é sempre caótico.

Para o terceiro dia da viagem reservamos mais passeios, mais descobertas, mais compras e certamente mais histórias para partilhar.

Nota: Devido ao acesso à internet sem reduzido irei partilhar as fotos da viagem quando chegar a Lisboa.

06
Out16

Marraquexe - a cidade vermelha

Para esta pausa, aproveitando o feriado de 5 de outubro, escolhemos um destino já há muito desejado - Marraquexe, a cidade vermelha. Assim designado pelo tom ocre de todos os edifícios da cidade. Cidade eleita como o melhor destino turístico de África nos World Travel Awards de 2015.

A viagem não podia ter começado da melhor forma. No avião da companhia TAP tivemos logo um mimo da I Go Travel, quando o Carlos Silva, Chefe de Cabine nos abordou pelos nomes e mostrou estar disponível para os nossos pedidos. Ficámos em ótimos lugares, tudo mimos da Andreia Augusto, da nossa agência de viagens de eleição. A viagem é rápida, duas horas, e num instante aterrámos em solo marroquino. Obrigada ao Carlos Silva pela disponibilidade.

 

Aterrámos em solo marroquino às 13:30, tivemos de passar pelas filas (não muito demoradas) do controlo de segurança de passaportes. De seguida, fomos trocar dinheiro na casa de câmbio onde aceitam comprar com cartão (débito e crédito) ainda dentro do aeroporto. A moeda local é o Dirham Marroquino e vale 0,09€.

Estava desejosa de sair do aeroporto e sentir a cidade, o tráfego, as pessoas, os cheiros… Tivemos recepção do motorista que nos veio buscar e que logo percebemos ser  muito sorridente, simpático e muito conversador. A conversa fluiu num espanhol afrancesado… Falo pouco francês mas é algo que gostava de melhorar. Lembro-me de vocabulário mas acabo sempre por misturar o francês com inglês e espanhol… Demorámos 15 minutos do aeroporto ao hotel. O trânsito é caótico, muitos motociclos e carros velhos circulam freneticamente numa estrada de uma faixa que por vezes passa a três de cada lado. Comecei a sentir o ruído da cidade, os cheiros, ao longe vêm-se as montanhas do Alto Atlas onde habitam os berberes, à beira da estrada homens mostram cartazes a convidar ao passeio nos dromedários. As cores são terra. O vermelho, o ocre, o laranja, o amarelo. Aproximamos-nos da Medina, sem antes passar pelo hotel de luxo o “La Mamounia”, onde o motorista nos diz que é o melhor hotel da cidade e que um café custa €10!!! Eleito o melhor Hotel do Mundo nos World Travel Awards de 2015.

Passamos ao lado da Koutobia - o minarete é a construção mais alta da região com 77 metros de altura domina toda a cidade e é uma obra de arquitetura notável que serviu de inspiração para a Giralda de Sevilha. Os não muçulmanos não a podem visitar, tal como as restantes mesquitas da cidade, mas vale pena apreciar o exterior e os jardins que a rodeiam. A cada chamamento (são cinco) o movimento nas imediações aumenta.

Daqui sai o som da chamada das cinco orações dos muçulmanos. De madrugada, ao meio dia, à tarde, ao pôr do sol e à noite. Este é um ritual moroso mas que não impede a cidade de parar, aliás em todos os sítios, recantos, locais se ouve a voz dos comerciantes, dos turistas. e masica, ou as buzinas dos carros.

Ainda no carro, e antes de chegar ao hotel, passamos perto da praça Jemaa el-Fna, mas sem por sombras percebermos o tão surpreendente ela é. Chegamos a uma ruela com vendedores ambulantes, crianças a brincar, carroças e carros - Trek El Koutobia … e estamos à porta do nosso hotel “Les Jardins de Koutobia”. Entramos e somos surpreendidos por sorrisos, um hall de entrada de tons vermelhos escuro, com veludo a decorar o espaço. Fazemos o check in e somos surpreendidos com a expressão upgrade. Este hotel fica dentro da medina (a cidade velha muralhada) e é super bem localizado, acessível de preço e muito bonito.

Entre um almoço à beira da piscina - salada e uma massa - subimos ao quarto. Bastante confortável, bem decorado, simples, com vista para a piscina! O que precisamos para estes dias de descanso e fuga. O tempo não ajudou e brindou-nos com chuva debaixo de calor.

O hotel é muito bonito, bem decorado, um oásis escondido. Tem duas piscinas, uma no terraço (a minha favorita) com vista para o minarete da Koutobia e a outra piscina fica na zona terra no centro do hotel. Além destas há um piscina interior, mas faz parte do spa da Caritas e para entrar ou se é cliente do spa ou pagam-se 200 dirhams (€20 por pessoa).

Pelas 19:00 marcámos o restaurante para jantar na recepção e saímos. E por ruelas mesmo à saída do hotel sentimos os contrastes, as surpresas, os vendedores ambulantes, os frutos secos (Tâmaras como nunca vi, as Medjool a €7/kilo), tudo se pendura para vender, e tudo é motivo para nos chamar e para vermos de perto. Os cheiros inebriantes das especiarias, os rostos escuros e sorrisos honestos, o pedido de ajuda das mães sentadas no chão com os bebés ao colo, até que chegamos à praça central - Jemaa el-Fna. classificada património da humanidade … Onde a folia acontece, as vendas de frutas (sumo de laranja delicioso, que custa 0,50€), as bancas de comida - aqui está localizado o maior restaurante ao ar livre do mundo.  Aqui tudo acontece e é ponto de encontro por excelência de todos que aqui cruzam. À hora que chegamos é a hora da mudança, a praça veste-se de preparativos. Pequenos grupos de homens sentam-se em bancos e com ar desconfiado vão afinando os instrumentos e ensaiando, as mulheres preparam as hennas para convidar as turistas às tatuagens temporárias, os acrobatas vão aquecendo… Damos uma primeira vista pela praça e é de fato surpreendente. É tudo tão diferente e apenas a duas horas de distância.

O restaurante escolhido é o “Al Baraka” - perto do hotel, a 5 minutos de distância a pé, tipicamente marroquino. Entramos e é um palácio antigo, casa senhorial por certo numa vida passada. Ainda era cedo, por tal ainda estavam a pôr as mesas. Ficamos muito surpreendidos com o ar simpático e amável com que nos recebem e fazem todos um esforço de se despacharem a arranjarem as mesas para nos receber bem, através da língua que nos seja familiar - neste caso o espanhol afrancesado. Os marroquinos são tão diferentes dos tunisinos.

Escolhemos o menu Vizir, que inclui saladas marroquinas, um couscous de vegetais, uma tangine de frango, crepes com laranja e chá de menta. São todos pratos locais e tipicamente marroquinos. Custou €36,00. Serviu para os dois e ainda sobrou. A comida é muito boa, bem servida e com sabores novos e muito exôticos. Durante o jantar tivemos direito a música ambiente e no final uma bailarina da dança do ventre, sensual e bastante roliça surpreendeu com a sua arte. Ainda dançei com ela, tal como os outros homens turistas. Estou muito surpreendida com a simpatia, hospitalidade e saber receber deste povo.

Depois do jantar fomos passear pela praça e pudemos perceber que agora a praça é um circo ao ar livre. Grupos de pessoas fazem rodas à volta dos artistas - música, contadores de histórias, saltibancos, etc... Quisémos ir espreitar um dos souks. Ao longo das ruas estreitas para norte da central praça há uma serie inesgotável de souks ou bazares. Diferentes zonas, especializadas nos seus próprios negócios. Apetece comprar tudo, por ser tudo tão bonito, diferente, bem exposto, e porque tal como a Sónia diz “Tudo isto me interessa”. O primeiro dia foi muito positivo e já deu para perceber que atém de ser um destino TOP é uma cidade que recomendo vivamente.

Tradicional, mas simultaneamente moderna, exótica e muito sedutora, a Cidade Vermelha é feita de cores, sons e odores que se entranham para nunca mais sair...

Para hoje reservámos piscina e passeios… Começámos o dia com o pequeno almoço que supreendeu pela positiva. Omolete de cogumelos, fiambre e queijo. Muita fruta, tâmaras e puré de beterraba e abóbora. Acompanhar sumo de laranja e café.

Conto-vos mais logo! Vão vendo as publicações no instagram (ou quando o W-Fi o permite). Até já.