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Inês3D

Inês3D nasce da necessidade de escrever, de partilhar momentos, emoções, dicas, pensamentos... acerca de mim, da minha família e daquilo que considero relevante os outros saberem. Sem nunca ser demais, sem ser de menos...

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08
Out16

Os últimos passeios por Marraquexe

Rumo aos Jardins Majorelle de táxi, em que pagámos 30D, assim começou o 3º dia da viagem a Marraquexe. A cidade é muito segura, dentro e fora da Medina, os taxistas são simpáticos mas convém definir logo o preço do serviço e para onde. Saindo das muralhas da cidade descobrimos uma outra cidade. Muitos motociclos, trânsito caótico, pelo menos para nós, em que há buzinadelas, ultrapassagens e algumas contra-ordenações… Passando à frente, lá chegámos à porta dos Jardins. Comprámos a entrada, visita ao Jardim são 70D e para o museu 30D. Jacques Majorelle, um artista francês que foi para Marraquexe descansar, ofereceu este belo jardim à cidade. Foi mais tarde propriedade do estilista Yves Saint Laurent. É impressionante a paz,  a tranquilidade, o bom gosto, as cores e a coleção de cactos, árvores e plantas que ornamentam o jardim. Mágico o chilrear das cotovias que se passeiam na casa mais chique, mais haute couture e trendy de Marraquexe. Este local é um must see, sem dúvida alguma. Fica-me na memória o azul cobalto, o amarelo quente, os odores e a colecção de cactos que aqui habitam. Bem como a presença, através de um memorial e de uma coleção de quadros “Love”, Yves Saint Laurent. Ao lado dos jardins estão a construir o museu Yves Saint Laurent que abre portas em 2017.

De seguida e de táxi fomos até aos Túmulos Sádidas, passando depois à porta pelo Palácio Badii mas que estava fechado para obras. Os túmulos são um monumento bonito, pagámos 20D cada um. Destaco os mosaicos e as cores dos mesmos. Dali seguimos para almoço, hoje com objetivo de chegar ao “Le Jardin” do mesmo grupo do “Café des Épices”. Foi muito difícil lá chegar, e apenas com ajuda de um rapaz local é que lá chegámos. Demos 50D e achou pouco. Entrámos pela porta lateral, e percebemos que estávamos num local especial - um pequeno oásis no meio do Souk. Muito bem decorado, só turistas (bem frequentado), empregados sorridentes e um jardim muito tranquilo - exótico, tranquilo e trendy. Sentámos na parte térrea, pois no terraço o calor apertava. Olhámos para a ementa e pedimos: hambúrguer da casa e tangine de frango com limão para mim. A comida é ótima, o empratamento é perfeito e é de comer com os olhos. Durante o almoço recebemos a visita da Charlotte, a tartaruga mascote do restaurante.

No primeiro andar do “Le Jardin” tem uma loja de roupa - TOP - mas caríssima. Em média tudo custava mais de 1.400D (140 euros), o que não permitiu realizar compras. Mas espreitem o trabalho desta designer francesa-argelina de nome Norya Ayron, as peças são de fato únicas, os tecidos excelentes e bastante originais. A moda árabe tem vindo a ganhar cartas em todo o mundo, os kaftans são um must have em qualquer closet. Uma das clientes da Norya é a Sharon Stone e até  Monica Bellucci já apareceu no instagram com uma peça desta designer. Não deixem de espreitar. E até a Sarah Jessica Parker, Carrie Bradswhaw, trocou uns Blanik por umas babouches.

Rumo ao Hotel, sem antes parar pela zona dos ténis para comprar as encomendas que nos tinham sido pedidas.

Chegámos ao hotel exaustos e cheios de calor, nada melhor que um mergulho na piscina para descansar e recuperar.

Depois de um merecido descanso à beira da piscina, um chá de menta, uma leitura e uma sesta. Preparamos-nos para ir jantar. Vestimos a rigor, adoro quando faço as malas preparar os outfit a vestir no destino. Trouxe várias peças, a sua maioria “Tendências Clothes", a loja que já falei aqui no blog e que continua a surpreender-me sempre que lá vou. Hoje o jantar e o local escolhido foi num restaurante recomendado pela I Go Travel e por amigos que cá tinham estado - “Le Table du Palais". Este local, dentro do souk, na zona de Mouassine, está inserido num Gest House chamado de Palais Lamrani e é um palácio do século XIX, que oferece conforto, luxo, modernidade e a tradicional arquitetura marroquina. Do hotel ao restaurante foram 10 minutos a pé, por entre as ruas do souk, mas sem ajuda, entrámos numa porta de madeira tipicamente marroquina. Depressa percebemos que estamos num sítio diferente. Muito bem decorado - as peças de decoração marroquinas são lindas - madeiras, espelhos, dourados, mosaicos e tapetes. Chegamos ao foyer e recebem-nos, uma vez mais, com um grande sorriso - Bien Venue! Tínhamos feito reserva dois dias antes, e relembro que é sempre necessário marcar mesa para jantar nos locais mais in. Fomos dirigidos até um recanto muito romântico, especial, numa mesa com arco em tons verde, com velas e lamparinas. Que máximo! No meio do pátio uma fonte, e todo o chão em mosaico marroquino diz-me que durante o dia este sítio também deve ser especial. Trazem-nos as ementas e escolhemos - tangine de borrego para o Carlos e uma salada Mediterrânea para mim - não julguem ser pouco - pois fiquei muito bem. Azeitonas, queijo feta, courgete e beringela assada, pepino e muito bem temperada. Para acompanhar um copo de vinho tinto (não muito bom…) e água. Para sobremesa pedimos um petit gateau de chocolate sugerido pelo empregado. O serviço aqui é fantástico, a atenção, os pormenores… Falam francês, inglês e espanhol. O wi-fi funciona muito bem e a música ambiente é qualquer coisa de outro mundo. Transporta-nos até o filme “Casablanca” ao som do piano do “Sam”. Não nos apetecia sair daquele oásis… Levantei-me e tal como faço sempre, fui dar uma volta pelo “Le Table du Palais”, sentir o ritmo do lugar, os cheiros, os pormenores, os clientes. Os restaurantes típicos, todos têm pátios deste estilo, com uma zona ao ar livre, onde se pode aproveitar o excelente clima desta cidade e salas fechadas ao redor. Estas salas são sempre todas diferentes, muito bem decoradas, e com estilos distintos. Descobri uma em tons encarnado e laranja com uma mesa posta para seis e imaginei de imediato um jantar especial com amigos, num destino exótico, com conversas inspiradoras e sorrisos genuínos… Era hora de regressar ao hotel e saímos. Pagámos 565D por este jantar, mas vale a pena pelo ambiente, decoração, pelo serviço e pelo lugar único que é.

Na praça Jemma El Fnna houve tempo para uma última paragem para comprar frutos secos: 500g de tâmaras Medjool de média qualidade a 80D/kilo; as de alta qualidade são a 160D/kilo e amêndoas - produtos locais que vão certamente ser preparados e apresentados nas tigelas novas que comprei no souk. Estou desejosa!!! Foi assim a nossa última noite nesta cidade inesquecível.

O último dia ficou reservado para descanso, namoro e piscina!!!

 

Sobre esta viagem posso dizer-vos que as expectativas foram cumpridas e superadas:

  • Destino a duas horas de distância de Portugal;
  • Preços acessíveis (sem ser excessivamente barato nem muito caro);
  • Os marroquinos são muito simpáticos acolhedores, mas também bastante insistentes nas compras (há que ter paciência para negociar);
  • Gastronomia excelente, muito saborosa, diferente e bastante diversificada;
  • Restaurantes muito trendy, acessíveis e exóticos - necessária marcação para jantar;
  • Excelente local para compras, convém vir já com uma ideia do que se pretende para não comprar o desnecessário - por exemplo existem imensas peças em latão de decoração mas o que pode ficar bem pendurado no souk pode não ser o mais indicado para ter na nossa sala… Conseguem-se fazer boas compras mas tem de se vir nesse espírito e mais vale que sejam planeadas;
  • Pagamento de taxas diárias locais no check out do hotel €4/noite/pessoa;
  • Trazer sapatos confortáveis para andar, o piso é irregular e faz muito calor;
  • Não trouxe calções curtos, preferi andar sempre de vestido (não muito curto), lenço na mochila e casaco para a noite;
  • Há locais que os não muçulmanos não podem entrar, tal como as mesquitas incluindo a Koutobia;
  • Esta altura do ano parece-me ótima opção - temperatura amena, à noite choveu mas é tropical, e não é o Ramadão;
  • O som dos chamamentos é único e quase que nos adormece pela melodia e pelas palavras que não deciframos mas que ouvimos com muito respeito. Do avião conseguem-se avistar as torres das mesquitas, e claro a koutobia.

 

Sobre o Hotel “Les jardins de Koutobia” indico como pontos fortes a localização, as duas piscinas, os empregados, o pequeno almoço (sendo que incluiria mais fruta), as facilidades - snooker, bar-piano, música ao final do dia;

Como pontos fracos menciono o acesso wi-fi, o elevador (ora a funcionar ora em manutenção) e as carpetes dos corredores a precisar de ser renovadas;

 

Locais a não perder em Marraquexe:

  • Jemma Al Fna (de manhã depois das 10:00, final da tarde e à noite);
  • Jardins Majorelle - fomos de manhã;
  • Os vários Souks (de manhã, tarde e antes de jantar);
  • Madraça Ben Youssef;
  • Palácio Baddi (estava fechado mas já vi fotos lindas neste local);
  • Subir a um café com terraço para ver a perspectiva única, dos telhados da cidade (a mim faz me lembrar aqueles filmes em que os bons fogem dos maus em perseguições alucinantes). Obrigatório o Café de France em plana praça Jemma El-Fna e o Café des Épices no souk;
  • Visitar um Riad e perceber o conceito por detrás destes palácios convertidos em hospedagem local - da próxima vez que vier quero ficar num Riad;
  • Marcar restaurante que tenha dança do ventre para ver ao vivo esta arte tão sensual, tão elegante e tão diferente;
  • Comer couscous, tangines, pastilla, sumo de laranja na praça (em garrafa), azeitonas, chá de menta, comprar tâmaras na banca nº2 na praça!!!
  • Tirar fotos, filmar, e escrever sobre este lugar inspirador!

Até uma próxima viagem, desta vez, esta serviu para o que queríamos muito - Namorar!!! I Go Travel (Andreia), qual o próximo destino?!

 

 

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